por Joba Tridente
Ah, o amor, vivido e cantado que perdura anos a fio ou calado e em frangalhos que se pendura no fundo de um guarda-velharias. Do amor, o que fica na memória ou vira pó é uma questão de pele. Uma questão de relamento que causa arrepios (frisson) só de pensar na conjugação com o outro. Afinal, o que é o amor..., esse sentimento capaz de demolir e de restaurar o ser “humano”?
“Todas as histórias de amor acabam mal.
Elas só acabam bem em filmes.”
A trilogia do Antes..., que dialoga harmoniosamente com a trilogia Um Homem, Uma Mulher..., está encerrada, comenta-se um epílogo, que talvez nunca seja feito. Agora, com Os Melhores Anos de Uma Vida (2019), Claude Lelouch, também encerra a sua trilogia começada lá em 1966, com Um Homem, Uma Mulher, seguida de Um Homem, Uma Mulher - 20 Anos Depois, em 1986.
Para Claude Lelouch, o filme não é necessariamente a sequência (não consta Um Homem e Uma Mulher no título e o segundo filme é ignorado) ou a conclusão de uma história de amor que varou décadas..., pois é acessível (sem grande perda de conteúdo) a quem não conhece a vida amorosa do belo casal que encantou o mundo em meados dos anos sessenta (Palma de Ouro no Festival de Cannes e Oscar de melhor filme internacional e melhor roteiro original). Um dos mecanismos narrativos (já não mais tão criativo e ou surpreendente, na repetição), para situar o novo espectador na trama, é o uso de flashbacks (em preto e branco) do começo inseguro do namoro do casal, marcado pela envolvente e inesquecível música de Francis Lai e pelo famoso Je t’aime, num telegrama de Anne para Jean-Louis, que mudou o rumo amoroso dos protagonistas.
Nota: Os
Melhores Anos de Uma Vida será o grande destaque da reabertura do Petra Belas Artes, e outras salas de
cinema, no dia 24 de junho de 2021.
NOTA: As considerações acima são pessoais e, portanto, podem não refletir a opinião geral dos espectadores e cinéfilos de carteirinha.
Joba
Tridente: O
primeiro filme vi (no cinema) aos 5 anos de idade. Os primeiros
videodocumentários fiz em 1990. O primeiro curta-metragem (Cortejo), em
35mm, realizei em 2008. Voltei a fazer crítica em 2009. Já fui protagonista e
coadjuvante de curtas. Mas nada se compara à "traumatizante" e
divertida experiência de cientista-figurante (de última hora) no “centro
tecnológico” do norte-americano Power Play (Jogo de Poder,
2003), de Joseph Zito, rodado aqui em Curitiba.







