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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Crítica: Cilada.com



O humorista Bruno Mazzeo, que já fez nome na TV, parece estar deixando a sua marca também no cinema. Depois de roteirizar o abominável Muita Calma Nessa Hora, chegou a vez de Cilada.com. Mais um filme, sob os auspícios da Rede XXXXX, que, apesar de ser um “espetáculo” abaixo de crítica, deve levar milhares de espectadores ao cinema. A “comédia”, bem ao estilo escatológico norte-americano, que na falta de graça apela para a baixaria e a redundância do palavrão, além do “humor” frufru, abusa do clichê que vai da privada à murada.

Cilada.com., dirigido por José Alvarenga Jr., baseado em roteiro de Bruno Mazzeo e Rosana Ferrão, com a colaboração de Marcelo Saback e José Alvarenga Jr., narra as desventuras de Bruno (Bruno Mazzeo), um publicitário medíocre que, após trair a namorada, Fernanda (Fernanda Paes Leme), vê a divulgação de um delicado momento íntimo, entre os dois, virar fenômeno na internet e a sua vida ir pelo ralo. Assim, enquanto para a traída, a vingança é um delicioso prato que se come frio, para o traidor, a reconquista da “honra” se faz buscando o “prazer” numa tigela quente. Sem medir esforços, o rapaz, aconselhados por amigos “manés”, vai usar de pequenas artimanhas para tentar reverter o vexame. E aí, dá-lhe gag chata atrás de gag idiota seguida de gag trocadilho de gosto duvidoso até o (esperava o quê?) previsível final.

No meio do roteiro confuso, que não sabe o que fazer com o tema (ejaculação precoce), que nem é dos piores, mas que, repetido à exaustão, vira uma tortura, tem ainda uma história paralela, de um anúncio institucional que, de tão desnecessária, nem é finalizada. Ou seja, não serve nem para tapar os buracos (ôps!). Enfim, se o tema é extremamente mal explorado, o resultado caricato é uma tolice indigesta bem ao gosto da nova safra de “humoristas” que infesta bares, teatros, programas televisivos, e do espectador que adora velhacaria, digo, velharia. Todavia, uma vez que a série Cilada, que “inspirou” o filme, funcionava na TV, talvez funcione no cinema, para aquele público (alvo) que gosta do estilo humor chulo (batido e rebatido) e quer assistir o tal programa (que nunca vi) numa tela grande. Realmente é difícil não ver a “comédia” como um longo episódio televisivo da TV XXXXX, já que (praticamente) todo o elenco é funcionário da casa e apenas “cumpre” mais um (mesmo) papel.
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