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terça-feira, 24 de maio de 2011

Crítica: Se Beber Não Case 2



por Joba Tridente 

Esperava ficar meio perdido, por não ter assistido ao Se Beber Não Case, e acabei ficando indignado com o segundo filme da nova franquia. Em poucos minutos de projeção, ao ver aqueles marmanjos descerebrados esculhambando a Ásia, a única coisa que conseguia pensar era na americanalhice similar Sex And The City-2 (Sex And The City, EUA, 2010), onde quatro mulheres descerebradas esculhambam os Emirados Árabes. 

Em Se Beber Não Case 2 (The Hangover 2, EUA, 2011), mais um caça-níquel dirigido pelo repetitivo Todd Phillips, os amigos Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms), Alan (Zach Galifianakis) e Doug (Justin Bartha) viajam à Tailândia para o casamento de Stu. Porém, depois de uma despretensiosa noitada de despedida de solteiro, na praia, Phil, Stu e Alan acordam em um quarto de hotel em Bangcoc, na companhia de um macaco traficante de drogas, viciado em cigarros e sexo oral. Logo o trio descobre que esqueceu, em algum lugar, Teddy (Mason Lee), o irmão da bela noiva Lauren (Jamie Chung), e, pior, não sabe se vai poder contar com as velhacarias do “farináceo” Mr.Chow (Ken Jeong).


Bíblia de clichês sem graça, Se Beber Não Case 2, com as suas “piadas” escatológicas, drogas, perseguição de carros, drogas, tiroteios, drogas etc, deveria ter um subtítulo: Se estiver “sóbrio” não veja! Sim, porque, dificilmente um “careta” vai achar alguma graça em tanta basbaquice. É uma “comédia” que não consegue ser engraçada nem na exploração da “síndrome de Ronaldo”, com a constrangedora sequência envolvendo os protagonistas, travestis e prostitutas. No entanto, deve faturar horrores, com o público que odeia novidades, investindo forte na obviedade do mau gosto. Para todo gênero de filme que se repete há um público que adora ver e rever a mesmice repetida. Assim não precisa se preocupar com o depois de cada cena-sequência. 

Enfim, com um “roteiro” de gosto e humor duvidosos, querendo ser a cereja do politicamente incorreto, que (pela sinopse anterior) mudou apenas ação de lugar, não há mesmo o que fazer, a não ser se aborrecer. Ou, se conseguir, relaxar e gozar, como fez Stu, em sua noite de absurdas revelações. Quanto às performances, Zach Galifianakis continua fazendo o mesmo papel de gay chapado e chato, já repetido no igualmente sem graça Um Parto de Viagem (Due Date, EUA, 2010); Bradley Cooper ainda é o bonitão mocinho de ocasião; Ed Helms não vai além de caras e bocas de vítima aloprada. Se algo realmente merece algum destaque nessa enfadonha produção é a veterana macaca Crystal, que devia processar os produtores pela inconveniente simulação de sexo explícito.
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