quinta-feira, 28 de abril de 2011

Crítica: Thor


por Joba Tridente

Para os fãs de HQs é sempre um risco quando um personagem tem as suas aventuras adaptadas para o cinema. Nem sempre o herói encontra roteiristas e ou diretores à altura. E, pior, geralmente (re)contam a sua história incluindo passagens (que nunca existiram) ou excluindo momentos importantes. Como se não bastasse, de tempos em tempos, os super-heróis têm a sua personalidade virada do avesso (Batman que o diga!), de forma que nem eles mais se reconhecem pelo famigerado nome.

Thor (Chris Hemsworth), o filho de Odin (Anthony Hopkins), é um jovem impulsivo e arrogante que, na noite da sua coroação, acaba provocando uma guerra contra os Gigantes de Gelo, colocando o Reino de Asgard em perigo. A sua punição é o exílio e quem se beneficia é o seu maquiavélico irmão Loki (Tom Hiddleston). Apesar de ser destituído dos seus poderes e, principalmente, do famoso martelo Mjolnir, o exilado Thor não fica tão mal na fita. Assim que literalmente cai do céu, no Novo México, enquanto se ambienta, conhece e (é claro!) se apaixona pela astrofísica Jane Foster (Natalie Portman) e é cortejado pela SHIELD (Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão). Porém, vai descobrir que, de nada vale ser um cara saradão, se não tem poderes para enfrentar o Destruidor.
  
O filme se preocupa, primeiramente, em situar o espectador no universo mítico nórdico. Depois, trocando uma coisinha aqui e outras ali (que o fã do herói vai sentir falta e reclamar), desvela a personalidade rebelde do Deus do Trovão e as razões da sua queda na Terra (Midgard). Como o tempo do cinema é bem menor (e mais caro) que o de uma história em quadrinho ou animação, e os fatos acabam sendo atropelados (ops!) e abreviados, resgatei na WEB o sermão de Odin (da HQ), quando exila Thor: "Tu és o filho favorito de Odin! Além de valente e nobre, tua alma é imaculada! Mas ainda assim és incompleto! Não tens humildade! Para consegui-la deverás conhecer a fraqueza... sentir dor! E para isso necessitas deixar o Reino Dourado e despir-te de tua aparência divina! A Terra, lá aprenderás que ninguém pode ser verdadeiramente forte se, em realidade, não for humilde! Por um tempo não mais serás o Deus do Trovão! A tua memória também tirarei! Agora, vai! Uma nova vida te espera!".













Thor (Thor, EUA, 2011), dirigido pelo shakespeariano Kenneth Branagh, é um simpático épico de ação e aventura, assim na Terra como em Asgard. Com roteiro de Ashley Edward Miller, Zack Stentz e Don Payne, baseado no personagem criado pelos míticos Stan Lee e Jack Kirk, em 1962, o Deus do Trovão ganha uma versão que, apesar da tradicional infidelidade autoral, deve agradar quem cresceu lendo as suas aventuras ou assistindo a série (mais ou menos) animada na televisão. É uma produção grandiosa e, excetuando a farsa do 3D, tem efeitos visuais esplendorosos. A direção de Branagh é eficiente, consegue um feito inesperado: humanizar o malvado Loki (do inspirado Hiddleston), além de fazer um filme divertido e com uma boa dosagem cômica (sem piadas escatológicas) e de ação. Não sei será um divisor de películas marvelianas, mas está muito acima da média que se vê dos filmes de heróis. Ah, e quem quiser saber o que reserva a próxima produção que trará Thor, na companhia de Capitão América, Homem de Ferro, Hulk, Nick Fury, em Os Vingadores, não deve sair da sala antes dos créditos finais.

Para saber mais sobre as animações e quadrinhos de Thor:



4 comentários:

  1. Assisti ao filme hoje, e apesar de ser um passatempo divertido não gostei muito da obra!
    Primeiro de tudo, é um absurdo anunciarem que esse filme é 3D!! O filme tem uma pequena profundidade nas cenas, e é só! Mas cadê os efeitos de coisas voando da tela? Eu queria ver o martelo de Thor voando por cima da minha cabeça, uns relâmpagos "saindo" da tela, enfim inúmeras eram as possibilidades, mas foi um fiasco em termos de 3D!
    Segundo,o filme peca pela pouca ação, o diretor tenta mostrar a história do herói, tenta criar uma certa simpatia com ele, mas porrada que é bom não tem muita coisa! Outro filão que poderia ter sido muito bem explorado, a luta contra o Aniquilador, que tinha tudo pra ser ótima, é muito rápida e tosca (parece até que faltou grana pra mais minutos!.A luta contra os homens de gelo até é boa, mas por causa da porcaria dos óculos 3D (que não acrescenta nada ao filme) e que deixam o filme mais escuro, a luta fica meio difícil de ver!
    Eu queria era ver porrada, martelada pra todo lado, sangue, mas o filme é morno!
    ATENÇÃO SPOILER=Terceiro, fizeram um vilão (Locke) que não põe medo em ninguém, nem em criancinhas!! E pegaram o rumo da história errado, ora se Locke ("spoiler")é filho do rei dos gigantes de gelo ele poderia querer que Asgard se tornasse o novo mundo de gelo, rejeitado Odin como pai e passado para o "lado negro da força" (rsrsrsrs)daria uma história muito mais interessante e um vilão muito mais vilão!! Por fim o fato de ele ser filho do rei dos gigantes de gelo que poderia render um baita enredo fica perdido e não leva a nada!
    Mas não,só ficam os dois (Thor e Locke) com "mimimi' pra saber quem é o preferidinho do papai, parece filme de conflitos familiares de quinta categoria!
    Na minha opnião o tipo como funciona a censura do EUA está acabando com filmes que poderiam ser MUITO melhores, por exemplo: Homem de ferro 1 e 2 , Batman,Superman, Thor, etc, pra passar por uma classificação que a criançada possa assistir esses filmes não mostram uma gota de sangue!!!! Os caras se esmurram, batem uns contra os outros com claves, martelos, espadas, e você só vê uns arranhões que não dão nem tétano (hahaha.
    Aquela cena do Dark Knight em que o Coringa enfia um lápis no ouvido de um segurança é o melhor exemplo disso que estou falando,vc não vê nada, vc na verdade pressupõe o que aconteceu!Aquela cena ao invés de dar medo, dá vontade de rir!!!
    Enfim, não sou roteirista, nem diretor, nem nada, mas na minha humilde opnião esses filmes de heróis poderiam ser bem melhores do que tem sido apresentados!!!
    Abraços...Junior.

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  2. Olá, Junior.
    Você reafirma o que disse (e venho dizendo) sobre as adptações de HQ para o cinema.
    Nas telas as versões são outras, até mesmo do Batman.

    O 3D é realmente uma piada de mau gosto para pegar dinheiro do espectador otário.

    Como eu comentei, a vida de Thor e tudo mais, em Asgard e Terra, é abreviado e modificado. Quem conhece a HQ e o desenho animado sabe do que estou falando.

    Para fazer uma versão original, do original, precisaria de uns dois ou três filmes...,
    mas, como vem Os Vingadores por aí,
    optaram por um atalho..., acredito!

    Eu gosto da aparente personalidade de bom moço do Loki, que deve se mostrar por inteiro em Os Vingadores.

    Quanto ao sangue desaparecido até de filmes extremamente violentos, realmente é para conguistar novos públicos.

    Abração.

    T+
    Joba

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  3. Esperava muito mais. O roteiro é simplesmente um fiasco: humor pastelão, mudança rápida da personalidade de Thor (narrativamente falando), um relacionamento totalmente mal-explorado e há simbologias do mundo de Thor que não são explicadas ao público leigo (como o sono de Odin). Não gostei muito das atuações. Só curti as interpretações para Loki e Odin. Natalie Portman me decepcionou (ela estava drogada?). Na direção, Kenneth Brannagh não aproveitas as cenas de ação. Como o próprio Anônimo acima disse, a luta contra o Destruidor (?) teve uma passagem totalmente esquecível. Esperava bem mais.

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  4. Olá, Renato.
    Acho o filme simpático, mas, como disse na matéria,a história de Thor foi totalmente atropelada. O que se vê na tela é a mania hollywoodiana de reler HQs e, como o compromisso é com a grana e não com os fãs..., na esperança de fisgar os curiosos, os produtores usam todos os artifícios possíveis. Esperam, mas não sabem se a versão vai dar certo e então...
    O Homem Aranha só se salva o 1º. O vesgo banana Superman, esquece. E assim vai.
    Já imaginou o que seria do Batman se decidissem filmar o Asilo Arkan?
    Acho que o problema de direção nem é o Branagh, de quem sou fã, mas do tempo.
    Penso que se fosse, talvez uma trilogia, a história cinematrográfica poderia ser outra. Se bem que nunca se sabe se pra melhor ou pior.

    Abs.

    T+
    Joba

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