quinta-feira, 17 de março de 2011

Crítica: Animais Unidos Jamais Serão Vencidos


por Joba Tridente

A animação Animais Unidos Jamais Serão Vencidos (Konferenz der Tiere - Animals United, Alemanha, 2010), pode ter (diferente de ser) um grande título (na prolixa adaptação brasileira), mas, com todo o seu apuro técnico e apreciável 3D, ironicamente acaba tropeçando na temática grandiloquente.

Com direção de Reinhard Klooss e Holger Tappe, o filme, busca atualizar a obra infanto-juvenil Konferenz der Tiere (Conferência dos Animais), escrita, em 1949, pelo pacifista e escritor alemão Erich Kästner (1899 - 1974), um dos mais importantes do século XX, que teve seus livros queimados por Adolf Hitler (na famigerada fogueira de 10 de maio de 1933) e uma vida de desafios notáveis no jornalismo, na literatura, no cinema e no teatro. Muitas de suas obras foram adaptadas para o cinema, como Münchhausen (As Aventuras do Barão de Münchhausen), em 1943 e 1988, Fabian (Fabian), em 1980, e o próprio Konferenz der Tiere (Conferência dos Animais), numa versão animada, em 1969.


Animais Unidos Jamais Serão Vencidos relata as aventuras e desventuras de um grupo de animais (um canguru australiano, um diabo da Tasmânia, uma ursa polar, um casal de tartarugas das Galápagos e um galo francês) que, fugindo do seu habitat destruído, chega à África e acaba encontrando os animais locais em pé de guerra, por causa da falta de água. Com a situação fora de controle, o atrapalhado suricato Billy, que nem o filho leva a sério, sai em busca da água desaparecida. Ao descobrir onde ela se encontra, se dá conta de que não poderá agir sozinho, para fazê-la correr novamente pelo Delta do Okavango. Assim, mesmo desacreditado, vai precisar convencer os animais da savana a ajudá-lo na empreitada. A única certeza é que poderá contar com a colaboração dos estranhos animais estrangeiros, de um preguiçoso leão vegetariano, de uma girafa e de uma elefanta, mas não é o suficiente. A animação faz uma crítica ferina aos homens (de negócio governamental) que “decidem” o destino do mundo, com suas intermináveis (e intragáveis) reuniões internacionais, para discutir infinitamente as metas (que não se cumprem) de biodiversidade.


A história que pretende-se linear é cheia de saltos (furos) sem explicação ou coerência. Tudo bem que o espectador (assim como o leitor) infantil não se preocupa muito com a lógica. Senão, o que seriam dos Contos de Fadas e Maravilhosos? Mas não convêm exagerar! Apesar do relevante propósito, infelizmente, esta nova versão se perde no meio do caminho, entre a selva e a civilização (ou entre o selvagem e o civilizado), ao tratar de forma burocrática as inflamadas questões da biodiversidade que, no mundo real, apenas queimam palavras ao vento da discórdia e dos interesses de mercado. O foco cinematográfico não é novo e, com certeza, muitas crianças (e adultos) já viram outras produções que falam da preservação do meio ambiente (com maior ou menor seriedade) e, talvez, por isso é que Animais Unidos parece chegar atrasado na forma de tratar um tema tão importante. Assim, é fácil ver, no foco central (e paralelos) do roteiro de Oliver Huzly e Reinhard Klooss, resquícios de (entre outros) O Bicho Vai Pegar (Open Season, 2006), Os Sem-Floresta (Over the Hedge, 2006), Madagascar 2 (Madagascar: Escape 2 - Africa, 2008), Deu a Louca nos Bichos (Furry Vengeance, 2010), As Aventuras de Sammy (Sammy's Avonturen: De Geheime Doorgang, 2010) que trata o tema com muito mais sutileza e beleza.


Animais Unidos Jamais Serão Vencidos não é um filme de todo ruim, só é mal resolvido, já que fica pelo meio educativo, meio piegas, meio infantil, meio edificante, meio engraçado, meio entediante, meio moralista, meio confuso. Intenção pode ser muito boa, mas o resultado é pífio. Os personagens são bem desenhados e estão em cena não apenas para divertir, mas também para advertir o espectador dos males do mundo (humano). Ou melhor, para fazer o espectador pensar no drama que os animais vivem (por causa do homem) e não para se divertir com a solução do drama que eles vivem (por causa do homem). Falta-lhes o timing da comédia na maior parte da narrativa. Em alguns momentos eles demonstram mais humanidade (ou seria civilidade?) que os homens (o que não é novidade). No entanto, enquanto alguns animais são irracionais (segundo a ciência), como os conhecemos, outros são capazes de discernir sobre a nobre causa (da biodiversidade) que defendem com uma oralidade arrepiante. O incômodo não está na metáfora, mas em como ela é exposta. Pode estar ao alcance de um adulto “meio informado”, mas não sei o quanto estará de uma criança. Por mais que (hoje) ela esteja informada e empenhada (conforme a base escolar) em compreender e reagir às mudanças do “mundo” ao seu redor.

6 comentários:

  1. mmmmmmmmmmmmmmmmmaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiis que filme é muito lllllllllllllllllllleeeeeeeeeeeeeeeegggggggggggggggggggggggaaaaaaaaaaaaaalllllllllllll

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  2. animais unidos jamais seram vencidos:é um filme que fala muito sobre a biodiversidade que vem sendo ameaçado pelo ser humano e o piery um galo frances e muito legal que é o lider do grupo de animais

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  3. grupo da bagunça:um canguru australiano,um diabo da tasmania,uma ursa polar,um casal de tartarugas,e o galo fances(piery)

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  4. Olá, três vezes Anônimo.

    Acho que o filme tem bons e maus momentos,
    na intenção e no roteiro.

    No entanto, vale ser lembrado por aqueles relevantes ao espectador.

    Se ele alcançar a todos,
    com a sua mensagem positiva,
    como alcançou você,
    já terá cumprido o seu propósito.

    Abs.
    T+
    Joba

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  5. o filme é muito bom apasar dos maus tratos que os animais vem sofrendo.........

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  6. Olá, Anônimo.
    Quando puder, veja o belíssimo As Aventuras de Sammy.

    Abs.

    T+
    Joba

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