terça-feira, 7 de setembro de 2010

Crítica: Como Cães e Gatos – 2


Como Cães e Gatos – 2

Os cães e gatos estão de volta, mais preparados e muito mais divertidos. Agora, lutando juntos, pelo seu próprio bem e de toda a humanidade. É que os agentes não esperavam ter de enfrentar um problema de proporções globais que atende pelo singelo nome de Kitty Galore.

Parodiando os mais diversos filmes policiais, de agentes secretos (a abertura é puro 007) e de suspense, Como Cães e Gatos – 2: A Vingança de Kitty Galore, dirigido por Brad Peyton, é ação e aventura do começo ao fim. Desta vez o tema não é o ciúme, mas o trauma, causado pela rejeição e pelo abandono. Kitty é uma gata, ex-agente da M.I.A.U, que, ao ser perseguida por cães policiais, sofre um acidente. Rejeitada pela sua família humana ela tem sede de vingança. Diggs é um pastor alemão que cresceu num abrigo de filhotes abandonados e saiu de lá para integrar o Esquadrão Canino da Polícia de São Francisco, fazendo parceria com o policial Shane (Chris O’Donnell). Ansioso, querendo “mostrar serviço”, acaba sempre metendo as patas traseiras pelas dianteiras (acho que é isso), criando muita confusão. Ao ser dispensado da corporação Diggs é requisitado pela DOG, agência secreta dos cachorros, para uma importante missão: caçar Kitty Galore e impedir que ela alcance os seus malignos objetivos.


O grupo de caça é o mais improvável: dois cães (o agente Butch e o novato Diggs), uma gata (a especialista Catherine) e um pombo (o atrapalhado Seamus, que viu o que não devia e, por isso, corre risco de vida). Eles sabem que, sem a união de forças, estarão “perdidos na selva”. Assim, meio desconfiados, juntam as patas, as garras e o bico, e vão à luta. Uma verdadeira briga de bicho grande e com direito ao que há de mais espetacular em equipamentos de última geração. Aliás, tecnologia sofisticada não está apenas nas patas e garras dos bichos em ação. O avanço tecnológico e o treinamento de animal-ator (desde o primeiro filme de 2001) evoluiu tanto, que é praticamente impossível saber quem é animal, animatrônico ou boneco.


Um dos grandes achados, em meio a tanta paródia, é o da hilária visita da equipe animal (para entender a loucura de Kitty) ao insano Mr. Tinkles (do primeiro Como Cães e Gatos), preso em Alcatraz, feito o Hannibal Lecter, do clássico de suspense O Silêncio dos Inocentes. Mesmo quem nunca ouviu falar de Lecter, com certeza, vai se divertir com a sequência no famoso presídio. Escrita por Ron J. Friedman e Steve Bencich, com base nos personagens criados por John Requa e Glenn Ficarra, a comédia tem diálogos malucos, um ritmo alucinante e piadas engraçadas. É uma produção que não subestima a inteligência do público infantil ou adulto e cumpre o que promete: muita diversão. Falar mais é entregar os melhores momentos deste pastelão animal que ainda brinda o espectador com um curta estrelado por Papa-Léguas e Coiote e, ao final, com uma série de vídeos de cães e gatos, pinçados do YouTube.

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